12/07/2020 09:08
USO DA SILAGEM DE MILHO NO ENRIQUECIMENTO DA NUTRIÇÃO DO REBANHO BOVINO

A silagem de milho tem sido, ao longo dos últimos anos, uma importante alternativa que os criadores de gado de corte e leiteiro encontraram, para oferecer ao rebanho, uma opção alimentar que fosse facilmente palatável, rica em energia e com alta digestibilidade.

Mas os desafios para a produção de silagem são muitos e o principal deles, é conseguir aliar uma boa qualidade, por intermédio de uso de tecnologias que propiciem a redução de custos. Conhecer o processo produtivo é fundamental, pois o manejo inadequado pode pôr toda a rentabilidade em risco, ao passo que ocasionará perda de matéria seca, a qual tem uma relação direta com a qualidade da silagem. Tal descompasso afetará a saúde e a produtividade do rebanho.

O surgimento do uso da silagem como opção alimentar, se deu como uma estratégia para evitar as perdas nutricionais dos animais em períodos mais secos.

Percebe-se que, ao longo dos anos, houve variações de perspectivas sobre os padrões de qualidade das silagens. A princípio se tinha como ponto principal, ter o maior volume possível de massa verde extraída por hectare, pois assim haveria uma boa redução dos custos produtivos. Mas, houve uma evolução no padrão genético dos animais, e assim surgiu uma visão de que, uma silagem com uma maior proporção de grãos, acabaria sendo a melhor alternativa, pois eles são mais digestíveis, comparados às folhas e aos colmos.

Podemos aqui destacar, os pontos que fazem da silagem de milho um alimento tão eficiente:

- Alto valor nutricional;

- Fácil aceitação pelo animal;

- Boa capacidade de conversão alimentar.

Vamos agora destacar, quais são as etapas do processo produtivo da silagem de milho:

1 – PLANTIO

Todas as etapas são fundamentais para garantir a qualidade da silagem. No plantio se faz necessário o acompanhamento agronômico de um técnico.

2 – PONTO DE COLHEITA

Alguns estudos demonstram que, a porcentagem ideal de matéria seca do milho, precisa estar em torno de 30% para que seja realizada a colheita. Este ponto ideal, costuma durar em torno de 10 dias. Findado este prazo, acaba se elevando o teor de massa seca, e assim as perdas na colheita aumentam, o que vai dificultando também a compactação. Além de ocasionar problemas diretos na digestão dos animais, e por conseguinte proporcionará queda na produtividade e no desempenho.

3 – COMPACTAÇÃO

A fermentação é um dos principais pontos para se conseguir uma boa qualidade na silagem. Para se alcançar uma fermentação ideal, é necessário que se retire o máximo de oxigênio possível da massa verde que será ensilada. Além de dosar a respiração, isso favorece a elevação da temperatura e a ação das bactérias que produzem o ácido láctico. Logo, a compactação se demonstra necessária para garantir que o processo aconteça com maior eficiência.

4 – ENSILAGEM

Importante informar que esta etapa sofre variações conforme a silagem escolhida, e que nesta estão contidas mais quatro fases, que são:

- Fechamento do silo;

- Fermentação ativa;

- Fase ativa

- Abertura do silo.

 

IMPORTANTES PONTOS PARA SE CONSEGUIR A MÁXIMA EFICIÊNCIA NA PRODUÇÃO DA SILAGEM DE MILHO

 

- Identificar quais as prioridades produtivas da propriedade;

- Fazer uma análise de todos os aspectos econômicos e técnicos, a fim de se eliminar possíveis erros no processo de plantio;

- Definição do híbrido do milho, a fim de se conseguir a adaptação correta para a região de cultivo, geminada com a época de plantio;

- Garantir os nutrientes necessário no solo e um bom programa de adubação são essenciais para o desenvolvimento e a produtividade do cultivo;

- Definir previamente quais os equipamentos e maquinários que serão usados;

- Ponto, etapa e manejo corretos para a colheita;

- Escolher a mão-de-obra que garantirá o manejo correto.

 

Saliento que o produtor precisa ter total conhecimento da área, antes de fazer o seu investimento.

Vale muito salientar que quanto menor o tempo desde a colheita até a vedação, menores serão os desperdícios durante a fermentação e na geração de valor nutricional do alimento.       

05/07/2020 08:30
PLANO SAFRA 2020/ 2021 ENTROU EM VIGOR NO DIA 01 DE JULHO

Teve início no dia 01 de julho o plano Safra 2020/ 2021, permitindo então que nossos produtores rurais possam ter acesso às linhas de financiamentos nos bancos que possuem crédito rural, bem como nas cooperativas de crédito. São mais de R$ 236 bilhões de liberados pelo governo federal, que apoiarão a nossa produção agropecuária. Um aumento de 6,1% com relação ao Plano Safra anterior.

O reforço, bem como a velocidade no lançamento do Plano Safra, se deu em função da alta expectativa do mercado. Seus valores serão assim divididos:

- R$ 179,38 bilhões serão destinados para linhas de custeio, comercialização e industrialização;

- R$ 56, 92 bilhões para investimentos

- R$ 1,3 bilhão para o seguro rural;

- R$ 5,7 bilhões para as lavouras de café.

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que tem como foco os pequenos produtores rurais, contaria com 33 bilhões, que serão disponibilizados com juros de 2,75% a 4% a.a., voltados para custeio e comercialização. Já o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), disponibilizará R$ 33,1 bilhões, com taxas de juros de 5% a.a. também voltados para custeio e comercialização.

Os grandes produtores contarão com taxas de 6% a.a. para custeio e de 7% a.a. para comercialização.

O Plano Safra 2020/2021 também contemplou o setor de pesca comercial, pois assim facilitará o acesso ao crédito para investirem em equipamentos e infraestrutura de processamento, transporte e armazenagem do pescado.        

Importante salientar que é necessário um bom planejamento e uma boa gestão, para o uso eficiente de todos esses recursos.

28/06/2020 12:16
LANÇADO PLANO DE INVESTIMENTO PARA A AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

Com objetivo de dar mais visibilidade ao amplo campo de oportunidades de investimentos verdes no agronegócio brasileiro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Climate Bonds Iniciate (CBI) lançaram no dia 23 de junho o Plano de Investimento para a Agricultura Sustentável. O mesmo, foi lançado durante o webinar “Destravando o Potencial de Investimentos Verdes para a Agricultura do Brasil”.

A CBI é hoje, a maior autoridade mundial, no tema de investimentos verdes, além de ser uma certificadora global de títulos verdes.

Durante o evento a ministra Tereza Cristina (MAPA), abordou todas a medidas que têm proporcionado à pecuária brasileira uma posição de destaque entre as mais sustentáveis do mundo. Destacou que, ela vem avançando sem depredar o meio ambiente, onde hoje a uma preservação de 66% da vegetação nativa nacional. Além dos inúmeros estudos e pesquisas desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), voltados para o desenvolvimento de animais sadios a partir de sistemas de Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

A ministra ressaltou também o potencial que pode alcançar os investimentos verdes, levando em conta inclusive o capital de giro para movimentar as atividades agropecuárias. Este chega a cifras bilionárias, na ordem de US$ 100 bilhões por ano.

A fala do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, apontou que, o Governo Federal detém hoje, uma carteira de investimentos em infraestrutura bem consistente, onde todos os projetos já contemplam a perspectiva da sustentabilidade. Frisou ele: “Tenho certeza que a nossa inserção na questão da sustentabilidade e na obtenção e títulos verdes será um sucesso”.

Seguindo a tônica de potencialidades a serem expandidas, o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou que a governança sustentável assumiu um papel de destaque na agenda de todos os Bancos Centrais do Mundo. Apontou que o Brasil possui um amplo potencial nas finanças verdes que padece de exploração. Colocou que apenas 20% das emissões de carbono são precificadas.

Alguns participantes como, o diretor de investimentos do PGGM (fundo de pensão da Europa), Jeroen Verelum defenderam que os investidores precisam ser capacitados para a aplicação de recursos nas finanças verdes.  

Alguns relevantes dados apontam que o Brasil está no caminho certo no mercado de títulos verdes. Vejamos:

- Somos os maiores exportadores de carne bovina, aves, soja, café, suco de laranja, açúcar- isso por si só, já nos coloca como segundo colocado no maior mercado de título verdes da América Latina e Caribe;

- O primeiro título verde do país foi emitido em junho de 2015. Porém ainda somos incipientes dentro do grande potencial do setor.

- Conforme o Plano, o Brasil desenvolveu e implementou várias práticas agrícolas sustentáveis, como:

1 - O plantio direto, o qual foi implantado na produção de soja e milho;

2 - A Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF);

3 - A fixação biológica de nitrogênio.

- A Implantação do Código Florestal e o Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC);

- A Utilização de biofertilizantes e de biodefensivos.

Por fim, outro ponto de extrema relevância será a implantação de uma regulamentação específica para a infra legal da matéria, bem como a implementação de mecanismos de aperfeiçoamento de crédito, apoiados por ferramentas como seguros e compartilhamentos de perdas. Isso deixará o ambiente bem mais amistoso para os investidores.

01/03/2020 02:53
AS UNIDADES PRODUTORAS DE LEITE PRECISAM CONTROLAR CUSTOS E PRODUTIVIDADE PARA OBTEREM MARGENS DE LUCRO POSITIVAS

AS UNIDADES PRODUTORAS DE LEITE PRECISAM CONTROLAR CUSTOS E PRODUTIVIDADE PARA OBTEREM MARGENS DE LUCRO POSITIVAS


Por mais experientes que sejam os produtores de leites, é importante salientar que o sucesso financeiro da atividade leiteira tem como base de sustentação o trinômio: Preço do Leite, Custos de Produção e Eficiência Produtiva:

 

 


 

Sabemos que os preços do leite são marcados a mercado, logo o produtor não tem gestão sobre este componente, então lhe cabe o cuidado sobre os controles dos seus custos de produção e a busca contínua pela melhora da sua produtividade.

O produtor deve estar atento a sua margem bruta operacional, que é obtida pela subtração entre suas receitas e o seu custo operacional efetivo (COE). Bem como controlar sua margem líquida, que resulta da subtração entre sua receita e seu custo operacional total (COT), o qual considera o COE somado às depreciações e pró-labore.

Deve se procurar produzir cada vez mais em menos áreas, e trabalhar a mão de obra local para se reduzir custos transacionais. Melhorando a produtividade, haverá mais diluição dos custos totais.

Importante citar que a utilização de insumos alimentares, que gerem mais eficiência produtiva, é de suma importância, como por exemplo o uso de silagem de milho.

Qualquer ajuste efetivo para que se possa aumentar a eficiência produtiva, só é possível quando o produtor possui, em mãos, o controle de seus custos de produção e dados zootécnicos. De posse desses dados, o produtor em conjunto com o técnico que acompanha a propriedade, podem identificar quais são os entraves de produção, pois possuem dados para a tomada de decisão e para se montar um bom planejamento.

Sendo assim, caso o produtor mantenha em equilíbrio seus custos de produção e uma aumento de produtividade, ele diminui a dependência de que haja valores mais elevados pelo seu litro de leite, a fim de que se atinja margens de lucro mais atrativas para o seu negócio.

06/01/2020 02:39
DIVULGADA A PUBLICAÇÃO DO REGULAMENTO PARA A FABRICAÇÃO ARTESANAL DE DERIVADOS DO LEITE

De suma importância para pequenos e médios produtores, as normas que regulamentam a produção artesanal de leite, e que são necessárias para a concessão do Selo Arte, foram publicadas no dia 30 de dezembro de 2019 do Diário Oficial da União. Sob a instrução normativa 73 do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), fica estabelecido o regulamento técnico de boas práticas agropecuárias destinadas aos produtores rurais que fornecem leite para a fabricação artesanal de alimentos que tenham origem animal.

A importância da liberação do Selo Arte se dá pelo fato, de permitir a venda interestadual de produtos alimentícios artesanais, o que acarretará aos produtores artesanais a possibilidade de ter acesso a mais mercados e assim ter um aumento em suas rendas.

A prescritiva do regulamento estabelece os requisitos higiênico-sanitários mínimos exigidos às propriedades rurais que fornecem leite para a produção de alimentos artesanais.

Algumas das exigências seguem abaixo:

- A propriedade precisará ser certificada como livre de brucelose e tuberculose de acordo com as normas do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), ou controlada para essas doenças por órgão estadual de defesa sanitária animal;

- Os produtores precisarão ter o controle sanitário do rebanho, que inclua a vacinação contra febre aftosa. Atentar para o calendário de vacinação oficial. Tal exigência não se faz para os estados que são livres e que não estejam no calendário de vacinação. Além de precisarem ter controle de mastite e de parasitas;

- Os animais produtores de leite, precisam estar em bom estado clínico e nutricional. Não podem estar no final do período de gestação ou na fase colostral, muito menos apresentarem qualquer sintoma de doença no aparelho genital;

- Os animais não podem apresentar lesões no úbere e tetos, febres, infecções e diarreia. Tais animais também não podem ter sido tratados com substancias que comprometam a saúde humana, e nem ter recebido substâncias estimulantes de lactação.

 

Salientamos que a expansão de mercados também requer alguns cuidados, por parte do produtor, de natureza tributária.

26/12/2019 10:04
PECUÁRIA PUXANDO O CRESCIMENTO DO PIB DO AGRONEGÓCIO

Com um crescimento no acumulado na ordem de 0,21% de janeiro a setembro de 2019 no PIB do agronegócio brasileiro, conforme dados apontados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/ USP em conjunto com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz). A pecuária apresentou uma forte alta de 10,76%, enquanto o agricultura teve um decréscimo de 3,7%.

As pesquisas realizadas pelo Cepea, apontam que a agricultura vem puxando o crescimento do PIB do agronegócio para baixo, muito em função das fortes quedas de preços que ocorreram, mesmo com as safras exemplares das culturas de milho, algodão, laranja, banana e mandioca. As culturas que mais puxaram os preços para baixo foram: algodão, café, mandioca, milho e soja. Os analistas ainda estão apurando o fechamento deste cenário para 2019, o que pode ainda haver uma reversão para crescimento, já que em outubro, houve um aumento considerável nos preços da soja, do milho e do algodão, e em novembro houve um bom aumento nos preços do café.

Na contramão destas oscilações de comportamento de mercado, está a pecuária que teve um acumulo de crescimento em todos os seus segmentos no mesmo período analisado. Fatores externos como a ocorrência da Peste Suína Africana (PSA) nos países Asiáticos e os sucessivos aumentos das importações chinesas, principalmente com foco nas carnes suínas, bovinas e de aves, são pontos que estão pressionando o aumento de preços dentro do nosso país.

Obviamente, se os apontamentos de crescimento do ramo pecuário são expressivos, todos os serviços que os circundam também apresentam crescimento. Daí podemos entender toda a cadeia de abate, de transportes, de comercialização, de armazenagem, e outros.

25/12/2019 03:54
O ÚLTIMO DIA PARA QUE PRODUTORES RURAIS POSSAM ADERIR A DESCONTOS EM OPERAÇÕES DE CRÉDITO É 30 DE DEZEMBRO DE 2019

Todos os produtores rurais que possuem dívidas oriundas de operações de créditos rurais, as quais forem cedidas à União, e que não estiverem inscritas na dívida ativa, podem ter descontos nestas operações, porém precisam recorrer até o dia 30 de dezembro de 2019.

 No mês de setembro, a Advocacia-Geral da União (AGU) fez a regulamentação, através da portaria de no 471/19, sobre os procedimentos conferidos a mutuários, que estejam sob execução, para que obtenham descontos que estejam previstos na Lei no 13.606/18 a fim de liquidarem suas dívidas.

A regulamentação, que segue com aval do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, proporciona isonomia no tratamento da União para com as dívidas de mesma natureza, que estiverem inscritas na Dívida Ativa da União (DAU).

A mesma portaria, também prevê regulamentação para o recálculo do saldo devedor das operações de crédito rural contratadas com o extinto Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC), as quais não inscritas na DAU, e que também estejam sendo objeto de execução pela AGU. Para este último caso, o recálculo, por já ser determinado pela própria lei, independe do pedido do devedor.

Segue, abaixo, a tabela correspondente aos descontos que são aplicados sobre os valores consolidados de cada operação, conforme os termos do artigo 20 da Lei no 13.606/2018:

 

 Fonte: MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

22/12/2019 02:32
CONVÊNIO ENTRE EMBRAPA E BANCO CENTRAL PROPORCIONARÁ AMPLIAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DO ZARC

No dia 11 de dezembro de 2019, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a qual faz parte do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), firmou acordo com o Banco Central que objetiva ampliar e modernizar o Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático) pelo período entre 2020 e 2022.

Este acordo visa além do aprimoramento metodológico, a atualização global do Zarc, bem como a ampliação do zoneamento climático que contempla mais 20 culturas.

O montante do investimento gira em torno de R$ 28,5 milhões para o período citado, os quais sairão da Embrapa e do Banco Central.

Serão beneficiados produtores que hoje são atendidos pelo Proagro, Seguro Rural e do Garantia-Safra. Todos os que usam o zoneamento para serem beneficiados pela cobertura securitária.

Conforme a Embrapa, o convênio permitirá a ampliação de processamento do zoneamento de mais cinco culturas de forma simultânea, além de melhorar a integração e a capacitação de mais equipes da Embrapa, o desenvolvimento técnico das metodologias para zoneamento de algumas culturas, bem como o zoneamento de produtividade. Assim se espera cada vez mais apoio de precisão aos plantios, minimizando os riscos climáticos adversos.

Hoje, vários agentes financeiros colocam como condicionante para a liberação de créditos rurais, as recomendações vindas do Zarc.

Na ocasião, o chefe substituto do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro do Banco Central, José Luis Guerra Silva, enfatizou que serviços com o Zarc, são ferramentas preponderantes para o aprimoramento da produção agrícola em nosso País.

Para o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, a atualização do Zarc, entra em consonância com o trabalho desenvolvido pelos produtores do Brasil.

Previsões do convênio:

 - Melhor adaptação da capacidade técnica da Embrapa para se estruturar modelos e procedimentos do Zarc;

- Digitalização full dos sistemas de informação e comunicação;

- Atualização dos setups de quantificação de risco e modelagem apropriada para culturas já zoneadas ou adaptação de metodologia para novas culturas e sistemas de produção com diferentes níveis de manejo;

- Atualização das bases de dados meteorológicos utilizados no Zarc;

-  Manutenção e atualizações da versão Android do aplicativo Zarc Plantio Certo e desenvolvimento e disponibilização da versão IOS;

- Criação de um sistema via web para consulta de resultados de Zarc por empreendimento e município em substituição ao modelo atual de publicação de tabelas no Diário Oficial;

- Estruturação de um novo sistema de classificação de solos para o Zoneamento e critérios de enquadramento de áreas/empreendimentos.

Qual o verdadeiro objetivo do Zarc?

É dirimir ao máximo possível, os riscos relacionados a climatologia e apoiar o produtor na identificação da melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

A ferramenta tem como base elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Os produtores agrícolas se obrigam a seguir as indicações do Zarc caso desejem contratar recursos do crédito rural, da agricultura familiar e do seguro rural.

O Zarc foi publicado pela primeira vez na safra de 1996 para o trigo. Hoje contempla os 26 estados e o Distrito Federal, incluindo mais de 40 culturas.

 

 

 

17/11/2019 01:59
BRASIL FECHOU ACORDO PARA EXPORTAR MELÃO PARA A CHINA

Um acordo bilateral entre Brasil e China acaba por viabilizar a nossa exportação de melão para o país asiático, onde o mesmo também conquistou permissão de comercializar pera para o nosso país. Os protocolos sanitários foram firmados em reunião ocorrida entre o Presidente Jair Bolsonaro e Xi Jinping, promovida dentro da XI Cúpula do Brics, iniciada nesta quarta-feira (13) em Brasília.

O acordo para a exportação do melão, se torna um marco simbólico ao passo que vem a ser o primeiro movimento com a China para a exportação de frutas. A base do protocolo poderá impulsionar a fruticultura brasileira, com ênfase para a região Nordeste, a qual tem suas vendas externas hoje direcionadas para a Europa.

No mesmo evento foi firmado um plano de ação, com foco na colaboração agrícola, que tem em seu pacote a transferência de tecnologia, inovação, atração de investimentos e promoção comercial entre os dois países.

Este acordo será especialmente importante para o Ceará, que vem apresentando uma aptidão cada vez maior para a produção de itens provenientes do agronegócio. Conforme a Adece (Agência de Desenvolvimento do Ceará), no primeiro semestre deste ano, o somatório das exportações cearenses provenientes de produtos do seu agronegócio, totalizam US$ 143, 4 milhões, o que corresponde a 12,7% do total das mercadorias exportadas pelo nosso Estado. Na vanguarda verificamos as exportações de frutas, que chegaram à casa dos US$ 15 milhões. Importante salientar que este número poderá quadruplicar, pois a safra do melão começou a ser colhida em agosto, que coincide com a temporada de exportações, que a qual estende até janeiro.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), o Nordeste é a região que mais exporta frutas no país, seguida da região sul. Por ordem de volume, as frutas que apresentam maior destaque são: melancia (81,5%), uva (64%), manga (41,63%), abacate (34,50%) e banana (32,28%). A mesma, aponta que o Brasil ocupa o terceiro lugar no mundo em termos de produção, porém ainda possui muitas condições de aumentar sua área de plantio.

É um momento muito importante para que, as nossas entidades de classe ligadas ao agronegócio cearense, avaliem todos os mecanismos que possuem, para ajudar aos produtores a melhorarem sua produtividade, e assim os apoiar a conseguirem aproveitar ao máximo as oportunidades provenientes deste acordo.

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